mercredi 30 décembre 2015

le bonheur

"Le bonheur individuel jaillit selon ses lois propres, inconnues de tous, il ne peut être qu’entravé et arrêté par des préceptes qui viennent du dehors." F. Nietzsche

jeudi 4 septembre 2014

Sobre “control c + control v“ e ciclos.



Já vivi e passei muita coisa nessa vida.Já dei muita importância pra o que, hoje, não vejo tanta e vice-versa. Já conheci muita gente interessante com as quais eu gostaria de ter feito amizade, mas não o fiz (por medo de não ser aceito, por medo do olhar dos outros). E conheci muita gente sem interesse algum, com as quais eu não tinha nada (e realmente nada) a ver, mas que fizeram (por “escolha” minha) parte da minha vida por um momento. 


Fiz muitas escolhas erradas e outras certas. E foi, justamente, a junção dessas escolhas que me tornaram o que sou hoje. Já tive muitos sonhos, muitos. Já perdi todos e me senti vazio. Vazio esse que me reconstruiu e me fez re-começar a sonhar, aos poucos, um sonho de cada vez, sem pressa.  

Eu era um daqueles garotos que gostava de conversar com todo mundo, agradar todo mundo, me sentir aceito por todos... Talvez porque eu procurava uma aceitação que eu mesmo não acreditava, afinal, eu mesmo não me aceitava, não me reconhecia. Eu era um tipo de “control c + control v” do que eu via do que a sociedade aceitava e normalmente, gostava. E eu tentava, tentava, conseguia. E retentava, retentava e mais uma vez conseguia. Mas não era eu. 

Aprendi, depois de muito, que os ciclos se fecham e que isso não é algo ruim. Já sofri com isso. Hoje sofro menos e aceito mais. Hoje sou mais “pé atrás” com as pessoas, muito difícil confiar em alguém. Coisa que há alguns anos era completamente o inverso. As belas palavras, os bons discursos, hoje, se não vierem acompanhados de atitudes, não me interessam e chega mesmo a ser engraçado quando isso acontece, parece até que uma vozinha grita aqui dentro: “humrum... sei” e um sorriso meio debochado, um tanto irônico, aparece na hora.  

Sobrevivi à mudanças interiores, e como é bom se redescobrir e descobrir que, para aqueles que gostam de você, você apenas aprendeu a ser quem você é, sem precisar da opinião dos outros e sem repetir o que a sociedade e os que estão ali, ao "teu lado", pede que você seja. Alguns laços se fortificaram, outros enfraqueceram. Ciclos. E aos dois casos, eu digo: obrigado, pois nos dois casos, quem ganhou, fui eu.   

lundi 20 mai 2013

Hoje

"... Que je t'aime, Que je t'aime...

...Quand ta bouche se fait douce
Quand ton corps se fait dur
Quand le ciel dans tes yeux
D'un seul coup n'est plus pûr
Quand tes mains voudraient bien 
Quand tes doigts n'osent pas
Quand ta pudeur dit non
D' une toute petite voix...

Quand on a fait l'Amour
Comme d'autres font la guerre..."




porque eu acho incrívil isso de um olhar teu acalmar o meu stress cotidiano... e nem sei explicar mais, nem menos. e nem sei.

mardi 26 mars 2013

até quando os amores mortos, irão enfim, morrer?

"...Peut-on jamais savoir par où commence
Et quand finit l'indifférence
Passe l'automne vienne l'hiver

Et que la chanson de Prévert
Cette chanson Les Feuilles mortes
S'efface de mon souvenir

Et ce jour-là mes amours mortes
En auront fini de mourir..."

vendredi 22 mars 2013

Da série dos filmes franceses: "Au bout du conte"

O ultimo filme de Agnès Jaoui, « au bout du conte », que na tradução literária para o português seria « ao fim do conto », faz desmitificar a formula consagrada do « e viveram felizes para sempre » das ultimas paginas dos contos de fadas.

O filme mistura de maneira maravilhosamente desajeitada, cenas de antigos contos com momentos triviais da vida moderna, sem exigir do telespectador uma compreensão da metáfora desejada, uma maneira belamente simples de misturar as épocas. Momentos dos personagens « chapeuzinho vermelho », « cinderela », « a bela adormecida », interpretadas, quase sempre, pela mesma personagem são mostrados às vezes numa mesma sequência de fatos, e tudo se encaixa de maneira uniforme.

Sai do cinema com a boa sensação de ver um filme onde a idéia principal é mostrar um conceito simplista da vida.

Enfim... pra acabar com os mitos, historicos, o personagem "Bacri" acaba não morrendo no dia 14 de março, como previsto pela cartomante. "Laura" não vai se casar com o príncipe encantado, pelo contrario, ela decide se jogar nos braços do "lobo", e "desencantada", a garota que deveria ser a princesa da historia, termina como uma junkie (afinal, quem nunca sofreu por um lobo mal ?)

Apesar de não ser um filme que tire o folego, que faça chorar ou que faça sonhar. « au bout de conte » é um filme inteligível, com cenas engraçadas, leves e que mostra o comum como um conto de fadas.

vendredi 22 février 2013

pra hoje

Não sei escrever bonito, nem seguir uma sequencia logica quando o faço. Sei escrever o que eu sinto, e como as vezes o que eu sinto ta tudo embaralhado, a escrita segue o mesmo percurso.


Precisa-se de um pouco mais de vida aqui dentro. O que tem pra hoje é uma dor no peito, um amanhã sem foco, uma sede de justiça e uma vontade louca de não se cobrar tanto.

jeudi 10 janvier 2013

parce que...

"Que la force de la peur que j'ai
ne m'empêche pas de voir ce que je désire
que la mort de tout ce que je crois
ne me couvre ni les oreilles ni la bouche
car une moitié de moi est ce que je crie
mais l'autre moitié est silence.

Que la musique que j'entends au loin
soit jolie bien que tristesse
que la femme qui j'aime soit pour toujours aimée
bien qu'éloignée
parce que une moitié de moi est départ
et l'autre moitié est nostalgie

Que les mots que je discours
ne soient entendus comme prière
ni répétées avec ferveur
seulement respectées comme seule chose
qui reste à un homme inondé de sentiment
car une moitié de moi est ce que j'entends
mais l'autre moitié est ce que je tais

Que mon envie de m'en aller
se transforme dans le calme et dans la paix que je mérite
que cette tension qui me corrode en dedans
soit un jour récompensé
parce qu'une moitié de moi est ce que je pense
et l'autre moitié un volcan

Que la peur de la solitude s'éloigne
que la convivialité avec moi-même soit au moins supportable
que le miroir reflète dans mon visage un sourire sucré
lequel je me rappelle avoir eu dans l'enfance
parce qu'une moitié de moi est le souvenir de ce que j'ai été
et l'autre moitié je ne sais pas

Qu'il n'y ai pas besoin de plus qu'une simple joie
pour me tranquilliser l'esprit
et que ton silence me parle de plus en plus
car une moitié de moi est abri
mais l'autre moitié est fatigue

Que l'art nous suggère une réponse
même celle qu'elle ne sait pas
et que personne n'essaye de la compliquer
car le besoin est simplicité pour la faire fleurir
parce qu'une moitié de moi est public
et l'autre moitié est chanson
Et que ma folie soit pardonnée
parce que moitié de moi est amour
et l'autre moitié aussi."

- Oswaldo Montenegro-